Esses dia levando meu filho jogar futebol passei por uma pequena rua onde pude ver seu nome o que me chamou bastante a atenção "Presidente Roosevelt", esse era o nome da rua, achei um tanto estranho como poderia uma rua brasileira ter o nome de um Presidente americano acho meio difícil acontecer o mesmo por lá ( nos Estados Unidos ).
No mesmo dia por coincidência minha filha estava assistindo "A Torradeira Valente" um desenho animado sobre alguns eletrodomésticos que estavam ficando para trás com a chegada da tecnologia que por sinal é muito bom, recomendo.
Em certo trecho eles mencionavam o Presidente Roosevelt, fiquei curiosa e fui pesquisar no intuito de saber mais sobre esse Presidente já que algum dia, não sei exatamente quando, pretendo fazer faculdade de história sendo assim já vou adquirindo um certo conhecimento...rs
Admito que em certa época de minha vida já quis ser arqueóloga mas parece que a coisa é mais complexa, ( pra começar parece que o curso só existe em SP, a dependência de patrocinadores é algo que não me agrada muito e por aí vai... ) mas acredito que uma faculdade de História já me deixaria muito feliz.
Pra quem se interessar eis a história dele:
Franklin
D. Roosevelt passou a maior parte da vida na cadeira de rodas devido a
uma poliomielite que o atacou ainda na infância. Ele tinha todo o
cuidado para não se deixar fotografar na cadeira de rodas e nos
discursos sempre era auxiliado por alguém que estava ao seu lado para
fazê-lo caminhar até o púlpito. ( para não dar impressão de fraqueza ) Nesta foto rara o ex-presidente aparece
com Ruthie Bié (neta de um amigo) e a cadelinha Fala.
DATA DA FOTO: 1941
FOTÓGRAFO: Margareth Suckley
LOCAL: Hyde Park, Nova York, EUA.
Segundo a maioria dos historiadores americanos, o democrata Franklin
Delano Roosevelt foi o maior estadista dos Estados Unidos. Ele ajudou os
americanos a recuperarem a fé, levando esperança com sua promessa de
ação rápida e vigorosa, afirmando em seu discurso de posse: "A única
coisa que devemos temer é o medo".
Ao assumir a presidência em 1933, Roosevelt encontrou um país de
joelhos. Milhões de pessoas passavam fome, todos os bancos haviam
falido, e as perspectivas eram as mais sombrias para a indústria e a
agricultura.
Esse quadro desolador foi resultado da crise de superprodução e do
crack na Bolsa de Nova York, iniciada em 1929. O liberalismo econômico
radical, segundo o qual o Estado não deve regular ou intervir na
economia, foi o maior responsável pela crise. Os presidentes
republicanos que o precederam não previram os riscos deste liberalismo e
nem demonstram sensibilidade para com os problemas sociais decorrentes
da crise.
Para contorná-la, Roosevelt apelou para a cartilha democrata e, como
consequência, não só ajudou a tirar o país da crise como também
contribuiu para a evolução do capitalismo. Inspirado nas ideias do
economista inglês John Maynard Keynes, Roosevelt concebeu o "New Deal"
(Novo Trato), um conjunto de medidas econômicas pelas quais o Estado
aumentava sua participação na economia, criando uma demanda que, para
ser atendida, botava em ação setores da economia antes paralisados pela
crise.
O "New Deal" provocou queda no desemprego, aliviando a situação de
milhões de famílias. A recuperação da economia era desencadeada por um
crescente déficit público, o qual o presidente financiava com aumento de
impostos para os mais ricos, num mecanismo de distribuição de renda de
ricos para pobres.
Roosevelt nasceu em 1882, no Estado de Nova York. Ele freqüentou a
Universidade Harvard e a Faculdade de Direito de Colúmbia, em Nova York.
Seguindo o exemplo de seu primo em quinto grau, o ex-presidente
Theodore Roosevelt (1901-1908), ele entrou para a política.
Em 1920 ele foi o candidato democrata à vice-presidência. Em 1921, aos
39 anos, ele foi acometido de poliomielite, demonstrando uma coragem
indomável. Ele apareceu dramaticamente de muletas para indicar Alfred E.
Smith na Convenção Democrata de 1924. Em 1928 ele se tornou governador
de Nova York, o "Empire State" (Estado Imperial).
Ele foi eleito presidente em 1932. No início de 1933 havia 13 milhões
de desempregados, e quase todos os bancos tinham fechado. Ele apresentou
um amplo programa para ajudar as empresas, a agricultura, os
desempregados e aqueles que corriam o risco de execução de hipotecas.
Em 1935, o país estava se recuperando, mas empresários e banqueiros se
voltaram contra o "New Deal" de Roosevelt. Demonstrando ganância em pleno
período de crise, eles não gostavam das concessões aos trabalhadores e
ficaram horrorizados com déficits no orçamento.
Foi então que Roosevelt respondeu com impostos mais elevados sobre os
ricos, controles sobre os bancos e empresas de utilidade pública, um
enorme programa de ajuda para os desempregados e um novo programa de
reformas: o seguro social.
Roosevelt foi reeleito por elevada margem de votos em 1936, 1940 e
1944. Foi o presidente que governou por mais tempo os EUA. Ele buscou
uma legislação que levou a uma revolução na lei constitucional. Depois
disso o governo poderia legalmente regular a economia.
Ele também buscou por meio de uma legislação de neutralidade manter os
Estados Unidos fora da guerra na Europa, mas ao mesmo tempo adotou uma
política de "boa vizinhança" para fortalecer os países ameaçados ou
atacados.
Assim, quando a França caiu e a Inglaterra ficou sitiada em 1940, ele
começou a enviar para a Grã-Bretanha toda a ajuda possível que não
representasse um envolvimento militar direto. Mas os japoneses atacaram
Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, levando Roosevelt a direcionar
rapidamente a organização dos recursos e efetivo para a guerra mundial.
Sentindo que a futura paz do mundo dependeria das relações entre os
Estados Unidos e a Rússia, o presidente dedicou muita reflexão ao
planejamento da Organização das Nações Unidas, por meio da qual, ele
esperava, problemas internacionais poderiam ser resolvidos.
À medida que a guerra se aproximava do final, a saúde de Roosevelt
deteriorou, e em 12 de abril de 1945, enquanto estava em Warm Springs,
Geórgia, ele morreu de hemorragia cerebral.